{"id":109,"date":"2017-10-16T08:50:16","date_gmt":"2017-10-16T08:50:16","guid":{"rendered":"http:\/\/esaude.ese.ipp.pt\/?page_id=109"},"modified":"2017-10-16T08:50:16","modified_gmt":"2017-10-16T08:50:16","slug":"literacia-em-saude","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/esaude.ese.ipp.pt\/?page_id=109","title":{"rendered":"Literacia em Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>No decorrer das \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o conceito de literacia em sa\u00fade conquistou a aten\u00e7\u00e3o e o interesse de diversas disciplinas cient\u00edficas, tais como Medicina, Enfermagem, Psicologia, Sociologia, Servi\u00e7o Social e Economia (Kickbusch, Maag, &amp; Saan, 2005; Ratzan &amp; Parker, 2000; citados por Loureiro, Rodrigues, Santos, &amp; Oliveira, 2014). As investiga\u00e7\u00f5es realizadas no dom\u00ednio da Sa\u00fade t\u00eam demonstrado o poder preditivo do grau de literacia em sa\u00fade na qualidade do estado de sa\u00fade das pessoas (Ownby, Waldrop-Valverde, &amp; Taha, 2012), evidenciando as implica\u00e7\u00f5es que a capacidade individual de tomar decis\u00f5es fundamentadas no que diz respeito \u00e0 sa\u00fade t\u00eam a n\u00edvel pessoal e social (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012; M\u00f5ttus et al., 2014).<\/p>\n<p>Em termos concretos, verifica-se que os sujeitos literados em sa\u00fade s\u00e3o mais capazes de desenvolver comportamentos efetivamente promotores da sua sa\u00fade (e.g., adotam uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e praticam exerc\u00edcio f\u00edsico com regularidade; sabem onde se dirigir e a quem recorrer caso necessitem de alguma forma de assist\u00eancia relacionada com o seu estado de sa\u00fade; tomam a medica\u00e7\u00e3o de acordo com a respetiva prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica) (Antunes, 2014), uma vez que compreendem com facilidade a informa\u00e7\u00f5es prestada pelos profissionais relativamente a cuidados preventivos e op\u00e7\u00f5es de tratamento (Mancuso, 2009). Em contrapartida, constata-se que as pessoas com um menor grau de literacia em sa\u00fade tendem a evidenciar uma maior \u201cdificuldade na preven\u00e7\u00e3o e na gest\u00e3o de problemas de sa\u00fade\u201d (Baker, 2006; Baker, Parker, Williams, &amp; Clark, 1998; citados por Antunes, 2014, p. 130), adotando comportamentos de risco, como sejam o uso incorreto de medica\u00e7\u00e3o e\/ou a transgress\u00e3o involunt\u00e1ria de normas de seguran\u00e7a em casa e no local de trabalho (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012). Tais comportamentos &#8211; justificados por alguma literatura cient\u00edfica como decorrentes da dificuldade em interpretar instru\u00e7\u00f5es ou sintomas (e.g., Kappel, 1988; Murata, Arkida, &amp; Shirai, 2006; citados por Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012) &#8211; potenciam a deteriora\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade das pessoas e acarretam custos financeiros significativos, quer para os pr\u00f3prios sujeitos, quer para a sociedade: a n\u00edvel individual, h\u00e1 que considerar o pagamento dos tratamentos a realizar, enquanto que a n\u00edvel social consideram-se n\u00e3o apenas as despesas relativas aos recursos humanos e materiais necess\u00e1rios para proporcionar assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade aos cidad\u00e3os, como tamb\u00e9m os custos decorrentes do absentismo laboral provocado pela degrada\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade dos trabalhadores (Antunes, 2014).<\/p>\n<p>Compreende-se, assim, o crescente interesse cient\u00edfico pelo conceito de literacia em sa\u00fade, uma vez que parece ter um impacto expressivo na sa\u00fade das pessoas (Ownby, Waldrop-Valverde, &amp; Taha, 2012). No entanto, a aten\u00e7\u00e3o conquistada pelo conceito ultrapassa j\u00e1 as fronteiras da comunidade cient\u00edfica, uma vez que tamb\u00e9m se constitui como um fator-chave para o sucesso da reforma dos cuidados de sa\u00fade (Huber, Shapiro, &amp; Gillaspy, 2012, citados por Antunes 2014). Ou seja, tamb\u00e9m os decisores pol\u00edticos parecem cada vez mais interessados em promover a literacia em sa\u00fade dos cidad\u00e3os a fim de reduzir os gastos associados a decis\u00f5es e comportamentos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade (Antunes, 2014).<\/p>\n<p>Mas se o impacto da literacia em sa\u00fade \u00e9, aparentemente, evidente na qualidade da sa\u00fade das pessoas, a sua defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ainda consensual (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012). De acordo com a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica efetuada por Ma\u00b0rtensson e Hensing (2012), coexistem duas abordagens ao conceito de literacia em sa\u00fade com uma influ\u00eancia diferenciada na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p>A primeira abordagem veicula uma perspetiva polarizada do conceito, pressupondo a exist\u00eancia de dois graus \u00fanicos de literacia em sa\u00fade: um n\u00edvel baixo, ou inadequado, e um n\u00edvel elevado, ou adequado. Esta perspetiva define a literacia em sa\u00fade como uma compreens\u00e3o funcional da informa\u00e7\u00e3o sobre sa\u00fade, requerendo compet\u00eancias b\u00e1sicas ao n\u00edvel da leitura, da escrita e da numeracia para obter, processar e entender informa\u00e7\u00e3o e usar eficazmente os servi\u00e7os de sa\u00fade (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012). Mas ainda que esta defini\u00e7\u00e3o pressuponha uma interven\u00e7\u00e3o de \u00e2mbito educacional, a vis\u00e3o polarizada do conceito sugere a exist\u00eancia de diferen\u00e7as individuais na capacidade para desenvolver um grau de literacia em sa\u00fade inadequado ou adequado. De acordo com esta perspetiva, a diferen\u00e7a residir\u00e1 na capacidade cognitiva de cada pessoa, pelo que crian\u00e7as e idosos constituir\u00e3o um grupo com um grau inadequado de literacia em sa\u00fade (Ownby, Waldrop-Valverde, &amp; Taha, 2012). Ou seja, \u00e0 luz desta abordagem, a capacidade cognitiva \u00e9 reconhecida como um fator mediador do processo de desenvolvimento da literacia em sa\u00fade, cabendo \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o promover a aquisi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias b\u00e1sicas para a compreens\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o sobre sa\u00fade e para uma a\u00e7\u00e3o individual eficaz nos servi\u00e7os de cuidados (Ownby, Waldrop-Valverde, &amp; Taha, 2012). Perspetivada deste modo, a literacia em sa\u00fade acaba por ser entendida como um atributo pessoal, veiculando a ideia de que cada pessoa \u00e9 respons\u00e1vel pela capacidade de compreender a Sa\u00fade (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012). N\u00e3o s\u00e3o considerados aspetos culturais e as compet\u00eancias comunicacionais, ignorando-se o papel dos profissionais de sa\u00fade no desenvolvimento de cidad\u00e3os literados em sa\u00fade. Como referem Ma\u00b0rtensson e Hensing (2012), parece que \u00e9 esperado que as pessoas aprendam, por elas pr\u00f3prias, a linguagem t\u00e9cnico-cient\u00edfica dos profissionais de sa\u00fade, em vez de serem estes profissionais a adequar a sua comunica\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de conhecimento das pessoas.<\/p>\n<p>A segunda abordagem ao conceito de literacia em sa\u00fade supera as cr\u00edticas visadas \u00e0 primeira perspetiva, entendendo este construto como um fen\u00f3meno abrangente e multideterminado (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012). Segundo esta perspetiva, a literacia em sa\u00fade \u00e9 desenvolvida ao longo da vida, pela intera\u00e7\u00e3o da pessoa com o meio (Antunes, 2014), e implica n\u00e3o apenas a literacia fundamental (representada pelas compet\u00eancias de leitura, escrita e numeracia), mas tamb\u00e9m a literacia cient\u00edfica (conhecimento de conceitos cient\u00edficos), a literacia cultural (suspei\u00e7\u00e3o relativamente \u00e0 verdade absoluta da informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica) e a literacia c\u00edvica (uso eficaz das tecnologias e conhecimento dos pr\u00f3prios direitos e deveres) (Kickbusch, 2001, citado por Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012, p. 155). Ou seja, a Educa\u00e7\u00e3o mant\u00e9m-se como a base do desenvolvimento da literacia em sa\u00fade, mas \u00e9 reconhecida a influ\u00eancia de fatores culturais e sociais nesse processo. A defini\u00e7\u00e3o de literacia em sa\u00fade veiculada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (1998) parece traduzir com relativa clareza esta perpetiva, entendendo-a como \u201co conjunto compet\u00eancias cognitivas e sociais que determinam a motiva\u00e7\u00e3o e a capacidade dos indiv\u00edduos para aceder, compreender e usar informa\u00e7\u00e3o, de forma a promover e manter um bom estado de sa\u00fade. Implica a aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimentos, compet\u00eancias pessoais e confian\u00e7a para agir de forma saud\u00e1vel, atrav\u00e9s de mudan\u00e7as de estilo e condi\u00e7\u00f5es de vida\u201d.<\/p>\n<p>Por outras palavras, esta abordagem pressup\u00f5e a combina\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias cognitivas (pensamento cr\u00edtico, an\u00e1lise, tomada de decis\u00f5es e de resolu\u00e7\u00e3o de problemas num contexto relacionado com sa\u00fade) e de compet\u00eancias sociais de comunica\u00e7\u00e3o, considerando que \u00e9 no \u00e2mbito de um processo comunicacional bilateral que as pessoas desenvolvem a pr\u00f3pria capacidade para usar a informa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade de modo eficiente, refor\u00e7ando a motiva\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o. De notar que, frequentemente, os profissionais de sa\u00fade utilizam uma linguagem t\u00e9cnica que, dada a sua especificidade, n\u00e3o \u00e9 compreendida pela maioria das pessoas que recorrem aos servi\u00e7os de sa\u00fade (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012). Em contrapartida, alguns estudos verificaram tamb\u00e9m que muitos dos utentos desses servi\u00e7os de sa\u00fade sentem-se inibidos para solicitar esclarecimentos aos profissionais de sa\u00fade, acabando por cumprir, de modo mais ou menos eficaz, instru\u00e7\u00f5es que n\u00e3o compreendem (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012). A comunica\u00e7\u00e3o na sa\u00fade parece constituir, assim, um aspeto fundamental na promo\u00e7\u00e3o da motiva\u00e7\u00e3o para usar informa\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os para melhorar a sa\u00fade pessoal, empoderando e aumentando o sentido de auto-efic\u00e1cia das pessoas e das respetivas comunidades (Antunes, 2014). Por outro lado, pressup\u00f5e uma partilha de responsabilidade entre cidad\u00e3os e profissionais de sa\u00fade pela gest\u00e3o bem sucedida da sa\u00fade (Ma\u00b0rtensson &amp; Hensing, 2012), entendendo que qualquer interven\u00e7\u00e3o promotora da literacia em sa\u00fade deve envolver n\u00e3o apenas as pessoas (no sentido de melhorar os seus n\u00edveis de literacia fundamental, cient\u00edfica, cultural e c\u00edvica), mas tamb\u00e9m os diversos profissionais de sa\u00fade e demais servi\u00e7os (no sentido de os consciencializar para a necessidade de encorajarem as pessoas a partilharem d\u00favidas acerca das suas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, instru\u00e7\u00f5es, op\u00e7\u00f5es de tratamento) a fim de asseverar uma tomada de decis\u00e3o efetivamente fundamentada (Antunes, 2014).<\/p>\n<p>Conclui-se, assim, que a perspetiva da literacia em sa\u00fade enquanto fen\u00f3meno abrangente e din\u00e2mico exige uma interven\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se coaduna com o recurso exclusivo a estrat\u00e9gias informativas. T\u00e3o importante como dotar as pessoas de conhecimentos acerca da sa\u00fade \u00e9 motiv\u00e1-las para procurarem informa\u00e7\u00e3o e utilizarem, de modo eficiente e eficaz, os servi\u00e7os dispon\u00edveis, no sentido de gerirem com sucesso a pr\u00f3pria sa\u00fade. Contudo, motivar as pessoas para a\u00e7\u00e3o depende tamb\u00e9m da perce\u00e7\u00e3o delas acerca do suporte e do apoio proporcionados pelos profissionais de sa\u00fade, pelo que promover os n\u00edveis de literacia em sa\u00fade implicar\u00e1 tamb\u00e9m o desenvolvimento das compet\u00eancias sociais de comunica\u00e7\u00e3o desses profissionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Antunes, M. L. (2014). A literacia em sa\u00fade: investimento na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e na racionaliza\u00e7\u00e3o de custos. In APDIS (Ed.), <em>XI Jornadas APDIS &#8211; as bibliotecas da sa\u00fade: que futuro?<\/em> (pp. 123-133). Lisboa, Portugal, mar\u00e7o 27-28. Lisboa: Faculdade de Medicina de Lisboa.<\/p>\n<p>Mancuso, J. (2009). Assessment and measurement of health literacy: An integrative review of<\/p>\n<p>the literature. <em>Nursing and Health Sciences, <\/em>11, 77-89.<\/p>\n<p>Ma\u00b0 rtensson, L., &amp; Hensing, G. (2012). Health literacy \u2013 a heterogeneous phenomenon: a literature review. <em>Scandinavian Journal of Caring Sciences, <\/em>26<em>, <\/em>151-160.<\/p>\n<p>M\u00f5ttus, R., Johnson, W., Murray, C., Wolf, M. S., Starr, J. M., &amp; Deary, I. (2014). Towards understanding the links between health literacy and physical health. <em>Health Psychology, 33<\/em> (2), 164-173.<\/p>\n<p>Loureiro, L. M. J., Rodrigues, M. A., Santos, J. C., &amp; Oliveira, R. A. (2014). Literacia em sa\u00fade- breve introdu\u00e7\u00e3o ao conceito. In L. M. J. Loureiro (Coord.), <em>Literacia em sa\u00fade mental \u2013 capacitar as pessoas e as comunidades para agir<\/em> (pp. 13-26). Coimbra: Unidade de Investiga\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade \u2013 Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (1998). <em>Gloss\u00e1rio de Promo\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade<\/em>. Genebra: organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Ownby, R. L., Waldrop-Valverde, D., &amp; Taha, J. (2012). Why is health literacy related to health? An exploration among u.s. national assessment of adult literacy participants 40 years of age and older. Educational Gerontology, 38, 776-787.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No decorrer das \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o conceito de literacia em sa\u00fade conquistou a aten\u00e7\u00e3o e o interesse de diversas disciplinas cient\u00edficas, tais como Medicina, Enfermagem, Psicologia, Sociologia, Servi\u00e7o Social e Economia (Kickbusch, Maag, &amp; Saan, 2005; Ratzan &amp; Parker, 2000; citados por Loureiro, Rodrigues, Santos, &amp; Oliveira, 2014). 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